quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meu primeiro voo com a Combat 09

No dia 26 de agosto de 2011 fiz o meu primeiro voo com a minha nova asa, uma Aeros Combat 09, tamanho 13.7, ano 2009. A asa era do Rafa de Sapiranga e está em perfeito estado. Eu voava de litespeed 2001, então imaginem só a mudança... 8 anos de evolução. Já havia voado com uma litespeed S, 2005, mas as asas são totalmente diferentes. O que me fez optar pela Combat? Ao ler em fóruns internacionais, era uma opinião unânime que ela era uma das mais suaves para se termalizar e confortáveis para voar, mas que perdiam um pouco na tirada para a RS e T2C. Como eu não necessito de velocidade na tirada, pois meu voo é de cross country e não de campeonato, preferi o conforto em voo. Uma outra coisa que me atraiu nas Combat foi a ponta quadrada, pois eu voava de AirWave Klassic... e adorava. Junte isto a um ótimo tecido da vela e a ausência das talas de ponta de fibra, proporcionando maior durabilidade da asa. Também posso acrescentar a descrição que peguei de vários voadores que voam, ou já voaram Combat. Bem... esses foram os motivos.


A minha primeira experiência em voo foi bastante interessante. Por recomendação do Rafa (RS) e do Ivo (SC), ambos voadores de Combat, decolei com umas duas puxadas de marcha e assim eu deixei por todo o início do voo. Eu já tinha ouvido falar que as asas mais modernas são mais duras de comando, pois aumentaram a envergadura para melhorar o planeio. Bem... isso foi a primeira coisa que notei... elas são mais duras que uma litespeed S por exemplo, mas em compensação, são muito mais estáveis. Você não precisa ficar dando comando toda hora, pode deixar a asa voar um pouco mais sozinha. Notei que a taxa de subida é absurdamente superior que a minha antiga asa, e o melhor, quando você sai um pouco da térmica a asa praticamente não perde altura, isso te dá chance de centrar a térmica com calma. No começo do voo eu estava um pouco picado,... lógico... eu estava em Brasília e não ia voar aliviado na cara da rampa. Mas depois que comecei a subir, comecei a deixar o bico levantar a medida que a asa pedia isso. O que aconteceu foi que a asa foi fechando o giro e bastava eu compensar um pouco para o lado oposto do giro. Isso fazia a asa não sair do miolo da térmica. Havia horas que eu realmente ficava com a asa de faca ganhando direto com uma subida constante. Após ganhar uma boa altura, puxei um pouco mais a marcha para cruzar o Gap. A asa ficou um pouco instável, mas quando eu piquei um pouco mais a asa se acalmou. A asa está configurada para sempre ter uma pressãozinha de barra, ou seja, a asa está recuperada, os sprogs não estão totalmente baixados, por tanto, mesmo com bastante marcha puxada, tem que puxar a barra pra picar. Fiquei surpreso com o rendimento da asa, cheguei do outro lado do Gap perdendo pouquíssima altura, incrível! O restante do voo fui ajustando cada vez mais o braço, teve momentos que tirei a asa quase do chão, foi maravilhoso. Chegando a hora do pouso fiquei um pouco apreensivo, pois ficou um mito que as Combat são ruins de pouso. Escolhi o maior pouso de Brasília para estacionar a asa... eheheh... um pouco antes da Lagoa da Embrapa. Fiz uma aproximação perna-base, arrisquei um pouco com a última curva numa altura muito baixa, dei mole... mas a asa completou a curva sem problemas e entrou na reta com velocidade, passei a mão para as barras laterais, deixei perder velocidade e mandei o stall. A asa simplesmente parou de forma super suave, a quilha no chão e eu de pé com um sorriso de orelha a orelha. No dia 27, pousando na esplanada, confirmei que a asa pousa super tranquilo como uma andorinha, derrubando qualquer mito.  Foram 3:46h de voo, com altitude máxima de 3539 m, pousando as 16:48h.